quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Medo !

Faço do medo
A ultrapassagem,
Que surge sem vestígios.
O medo se torna eco,
E a solidão uma miragem.

Os passos seguem a direção,
Que me leva para o teu mar.
Se não descobrir meu coração,
Quem virá me salvar?

O medo faz muralhas
Dentro do peito deixa a dor.
Corre nas veias o tormento,
Rasga como espinho de uma flor.

Devo agir com sensatez,
Sem receios deste mal.
Se render a covardia,
Serão danos que me fez.

Os meus olhos podem chorar,
Por este medo arder.
Quem irá me calar,
Se no caminho me perder?

Nenhum comentário:

Postar um comentário